domingo, 14 de maio de 2017

Luís António Furtado de Castro do Rio de Mendonça e Faro

n.      7 de setembro de 1754.
f.       7 de abril de 1830.



Era o 10º senhor de Barbacena. 

Nasceu em Lisboa a 7 de setembro de 1754, onde também faleceu a 7 de abril de 1830.

Mostrando logo nos primeiros anos inteligência e aplicação pouco vulgares, foi, segundo as insinuações do marquês de Pombal, mandado por seu pai estudar na Universidade de Coimbra, logo depois da reforma deste estabelecimento de instrução superior, decretada em 1772. Matriculando-se nas faculdades de filosofia e de leis, foi o primeiro que recebeu o grau de doutor em filosofia. Enquanto completava o curso de direito, regeu, durante o impedimento do professor Vandelli, a cadeira de história natural, em que se houve com toda a competência.

Concluídos os estudos, regressou a Lisboa, e cultivando com dedicação a historia natural, foi um doa instituidores da Academia Real das Ciências, na qual serviu de secretário desde a sua criação, até que partiu para o Brasil, por ter sido nomeado governador e capitão general das Minas Gerais. No tempo deste seu governo, apareceu a primeira tentativa de revolta, sendo esta a primeira manifestação da ideia da independência do Brasil. Esse movimento foi iniciado por Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, com o auxílio de diversos indivíduos, em que se contavam os poetas Alvarenga Peixoto e Cláudio Manuel da Costa. A revolta foi denunciada por Joaquim Silvério dos Reis, e o visconde de Barbacena imediatamente mandou suspender as medidas tributárias que os revolucionários apontavam como iníquas e opressivas, e prender todos ou implicados nessa revolta, fazendo assim abortar a ideia de independência, que mais tarde se devia realizar.

Depois de dez anos de governo, voltou ao reino, a teve a nomeação de veador da princesa D. Carlota Joaquina, mais tarde rainha. Escolhido para escrivão da mesa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, prestou muitos serviços no exercício daquele lugar. Mais tarde foi nomeado presidente da Mesa da Consciência e Ordens. Quando a família real se retirou para o Rio da Janeiro em 1807, o visconde de Barbacena não a acompanhou, e permanecendo em Lisboa, Junot o escolheu para fazer parte da deputação que foi cumprimentar o imperador Napoleão; partiu para Baiona, seguindo depois para França. Sendo estabelecida a paz, voltou a Portugal, onde se dedicou quase exclusivamente ao estudo.

Em 1816 foi-lho concedido o título de conde de Barbacena, e em 1823 nomeado conselheiro de Estado. Era casado com D. Ana Rosa José de Melo, primeira filha dos 1.os marqueses de Sabugosa, António Maria de Melo da Silva César e Meneses, e D. Joaquina José Benta Maria de Meneses. Faleceu depois duma longa enfermidade.

Notícia retirada daqui


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